A fotobiomodulação com a ponteira MarcCo® do Laser Fotona pode ser utilizada como terapia complementar para auxiliar os processos naturais de cicatrização, reparo da pele e recuperação após procedimentos cirúrgicos.
A tecnologia utiliza o laser Nd:YAG 1064 nm em parâmetros específicos para produzir um estímulo biológico no tecido, sem o objetivo de provocar ablação ou uma nova lesão na pele.
A fotobiomodulação vem sendo estudada por sua capacidade de interferir em diferentes etapas do reparo tecidual, incluindo modulação da inflamação, microcirculação, formação de novos vasos, atividade dos fibroblastos e organização da matriz extracelular.
Por isso, pode ser considerada como tratamento complementar tanto em algumas feridas quanto durante a recuperação de procedimentos dermatológicos e cirurgias plásticas.
Como a fotobiomodulação pode ajudar na cicatrização?
Cicatrizar uma ferida é um processo complexo. Após uma cirurgia ou lesão, o organismo passa por diferentes fases que envolvem inflamação, formação de novos vasos sanguíneos, multiplicação de células, produção de colágeno e, posteriormente, remodelação da cicatriz.
A fotobiomodulação utiliza a luz para estimular e modular algumas das respostas celulares envolvidas nesse processo.
De maneira simples, em vez de provocar uma nova lesão para estimular a pele, utilizamos a luz como um sinal biológico para favorecer o ambiente necessário ao reparo.
Estudos com fotobiomodulação vêm demonstrando resultados promissores na recuperação de feridas cirúrgicas e redução da dor pós-operatória, embora os protocolos ainda variem bastante e sejam necessários mais estudos para determinar os parâmetros ideais para cada situação.
MarcCo® e Laser Nd:YAG 1064 nm
A ponteira MarcCo® utiliza o Nd:YAG 1064 nm do sistema Fotona para realizar a fotobiomodulação.
Esse comprimento de onda apresenta baixa absorção pela melanina e permite que a energia luminosa alcance tecidos além das camadas mais superficiais da pele.
Já existem estudos clínicos utilizando fotobiomodulação com Nd:YAG 1064 nm que demonstraram alterações em mediadores envolvidos na cicatrização e no reparo tecidual.
Entretanto, os estudos disponíveis utilizam diferentes aparelhos e protocolos. Por isso, esses resultados constituem um racional científico para a utilização da fotobiomodulação, mas não significam que todos os protocolos ou equipamentos apresentem exatamente os mesmos resultados.
Fotobiomodulação após retirada de sinais e pequenas cirurgias dermatológicas
Após a retirada de um sinal, cisto ou outra lesão de pele, o tratamento não precisa necessariamente terminar quando os pontos são retirados.
A partir desse momento, a pele continua passando por um longo processo de reparo e remodelação da cicatriz.
Quando indicada, a fotobiomodulação pode ser incorporada aos cuidados pós-operatórios com o objetivo de favorecer o processo de reparo e modular a resposta inflamatória, além de auxiliar no conforto da região tratada.
Na Clínica Drummondermato, a possibilidade de iniciar a fotobiomodulação durante o período de recuperação — inclusive ao redor do período de retirada dos pontos — é avaliada individualmente de acordo com a cirurgia, localização da cicatriz e evolução da ferida.
Fotobiomodulação após cirurgia plástica
A fotobiomodulação também vem sendo estudada na recuperação após cirurgias plásticas e procedimentos estéticos.
Estudos clínicos demonstraram resultados promissores em parâmetros como cicatrização, edema, equimoses e dor pós-operatória.
Por isso, a MarcCo® pode ser considerada como terapia complementar durante a recuperação de determinadas cirurgias, sempre com indicação individualizada e em conjunto com os cuidados orientados pelo cirurgião responsável.
A fotobiomodulação não substitui os cuidados pós-operatórios, mas pode ser acrescentada ao planejamento de recuperação quando houver indicação.
A fotobiomodulação pode melhorar a cicatriz?
Cicatrização da ferida e aparência final da cicatriz são processos relacionados, mas não são exatamente a mesma coisa.
Existe interesse crescente na utilização da fotobiomodulação durante as fases de cicatrização e remodelação, e alguns estudos sugerem sim benefícios sobre características das cicatrizes. Entretanto,ainda precisamos de estudos mais robustos.
Por isso, não é possível afirmar que a fotobiomodulação irá impedir a formação de uma cicatriz hipertrófica ou garantir uma cicatriz imperceptível.
O objetivo é favorecer um processo de reparo adequado, acompanhando a evolução da cicatriz e associando outros tratamentos quando necessário.
E nas úlceras e feridas de difícil cicatrização?
A fotobiomodulação também vem sendo estudada como terapia complementar para feridas crônicas e de difícil cicatrização.
Entretanto, nesses casos, identificar a causa da ferida é fundamental.
Úlceras venosas, arteriais, diabéticas e por pressão apresentam mecanismos diferentes e podem exigir cuidados específicos, como controle da doença de base, avaliação vascular, tratamento de infecções, curativos adequados, alívio de pressão ou terapia compressiva.
A fotobiomodulação, quando indicada, deve ser considerada parte de um tratamento mais amplo da ferida e nunca um substituto da investigação e do tratamento da sua causa.
Quando começar a fotobiomodulação após uma cirurgia?
Não existe um único momento ideal para todos os procedimentos.
A literatura apresenta protocolos iniciados em diferentes momentos do pós-operatório, inclusive precocemente após a cirurgia. Na prática, a decisão depende do tipo de procedimento, condição da ferida e orientação do médico responsável.
Em cirurgias dermatológicas, uma possibilidade é incorporar a fotobiomodulação ao acompanhamento pós-operatório, inclusive após a retirada dos pontos, quando a pele entra em uma importante fase de remodelação.
Quantas sessões são necessárias?
O número e o intervalo das sessões dependem do tipo de ferida ou cirurgia, localização, fase da cicatrização e resposta individual.
Não existe atualmente um protocolo universal de fotobiomodulação adequado para todas as feridas e cicatrizes.
Por isso, a evolução da pele deve ser acompanhada ao longo do tratamento para definir a necessidade de novas aplicações ou de associação com outras terapias.
Fotobiomodulação para cicatrização no Rio de Janeiro
Na Clínica Drummondermato, em Ipanema ou Barra da Tijuca, Rio de Janeiro, utilizamos a ponteira MarcCo® do Laser Fotona em protocolos individualizados de fotobiomodulação.
A tecnologia pode ser considerada como terapia complementar na recuperação após pequenas cirurgias dermatológicas, retirada de lesões de pele, determinados procedimentos cirúrgicos e em situações selecionadas de cicatrização de feridas.
Cada caso é avaliado individualmente para definir o momento adequado para iniciar o tratamento e se existe indicação de associar outras estratégias para melhorar a cicatrização.
→ Saiba mais sobre Fotobiomodulação com Laser Fotona e suas diferentes aplicações.